UTILIZAÇÕES
As fibras carbônicas sozinhas não são
apropriadas para uso, porém, ao serem
combinadas com materiais matrizes, estas
resultam num material com propriedades
mecânicas excelentes.
Estes materiais
compósitos, também designados por
Materiais plásticos reforçados por fibra
de carbono ("CFRP
- Carbon Fiber Reinforced Plastic)"
estão neste momento a assistir a uma
demanda e um desenvolvimento
extremamente elevados por parte da
indústria aeronáutica, na fabricação de
peças das asas, na industria das
bicicletas na construção de todo o tipo
de peças desde quadros, guiadores,
selins, rodas e até mesmo travões de
disco em fibra de carbono e
transmissões; na formula 1 e nas
superbikes a estrutura principal das
máquinas é de fibra de carbono; e
basicamente em todos os desportos de
competição que a fibra de carbono tem
dado resposta à necessidade e procura
constante de materiais cada vez mais
leves e mais resistentes.
Normalmente para se produzir componentes
à base de fibras de carbono são
utilizados processos de modelagem ou
moldagem. As peças que utilizam estes
componentes têm servido em equipamentos
de diversas tecnologias, desde a
produção aeroespacial até a fabricação
de calçados.
A resistência das fibras de carbono à
presença ou contato direto com produtos
químicos corrosivos, etc, e suas
estruturas moleculares têm permitido seu
uso em peças móveis para a indústria
automotiva. Dependendo de sua
composição, os componentes podem ser
utilizados em condições adversas de
temperatura e pressão.
Exemplos do uso de fibras de carbono,
são sua utilização concomitante na
composição de ligas metálicas, peças
cerâmicas, tecidos, materiais ablativos,
blindagens resistentes à temperaturas,
entre outros.
FIBRA DE VIDRO
Pode
tanto referir-se à
própria fibra de
vidro como ao
material compósito
plástico reforçado com
fibra de vidro (PRFV),
que é popularmente
conhecido pelo mesmo
nome.
É um material composto
da aglomeração de
finíssimos filamentos de
vidro, e não rígidos,
altamente flexíveis.
Quando adicionado com
resina poliéster (ou
outro tipo de resina),
transforma-se em um
composto popularmente
conhecido como Fibra de
Vidro, mas na verdade o
nome correto é PRFV, ou
seja, "Plástico
Reforçado com Fibra de
Vidro". O PRFV tem alta
resistência à tração,
flexão e impacto, sendo
muito empregados em
aplicações estruturais.
É leve e não conduz
corrente elétrica, sendo
utilizado também como
isolante estrutural.
Permite ampla
flexibilidade de
projeto, possibilitando
a moldagem de peças
complexas, grandes ou
pequenas, sem emendas e
com grande valor
funcional e estético.
Não enferruja e tem
excepcional resistência
a ambientes altamente
agressivos aos materiais
convencionais. A
resistência química do
Fiberglass é determinada
pela resina e construção
do laminado. Pode ser
produzido em moldes
simples e baratos,
viabilizando a
comercialização de peças
grandes e complexas, com
baixos volumes de
produção. Mudanças de
projeto são facilmente
realizadas nos moldes de
produção, dispensando a
construção de moldes
novos. Os custos de
manutenção são baixos
devido a alta inércia
química e resistência às
intempéries, inerente ao
material